AaAaAaAaAai, ai. Infelizmente, hoje não tenho muita coisa pra escrever. Acordei, cafCAPUCCINO de manhã e saímos pra comprar os ingredientes do tal churrasco que faríamos hoje. Deu pra perceber que algo deu errado, né? Pois então.
Pra começo de conversa, a grelha/churrasqueira da casa da galera estava boa só pra cozinhar uma coisa: filé de tétano. Tem ferrugem suficiente ali pra cozinhar um desses pra todas as 22 pessoas que estão na casa hoje. Assim que soubemos disso, Ester sugeriu fazermos uma pasta à bolonhesa e picotar a carne que já tinham comprado, fazendo uma espécie de "strogonoff sem molho" com ela.
Comprei algumas roupas mais compatíveis com o frio daqui (que não me incomoda, mas pelo menos são do tamanho certo. BOSTA DE GORDO) e viemos pra casa do "Big Brother Castellabate".
Algum tempo depois, o almoço foi servido. Aproveitei pra colocar as duas cervejas belgas que eu tinha comprado no freezer, pra gelar. Bebemos uma delas enquanto comíamos, batemos papo e acabei cochilando no sofá na sequência.
CÁSPITA, e a outra? Congelou e começou a vazar. Tirei ela da geladeira e deixei em cima da pia, pra bebê-la assim que ela descongelar. Jogar fora? NEM FERRANDO.
Ficamos todo o dia dentro da casa, que é mais ou menos o que eu já tava me preparando pra fazer. Mas isso SE eu já tivesse internet BOA e um notebook, né?O punheto do Guarda não veio e todo mundo acabou dando uma mofada "à toa".
A noite caiu e decidimos ir todos os brasileiros (22, lembra?) pro mesmo restaurante que fui quando cheguei. O dono do lugar até assustou quando entramos, mas agilmente conseguiu ajeitar o espaço e nos acomodou com
maestria. Levamos uns dez minutos pra fazer os pedidos. As bebidas chegaram antes, e pedi o mesmo vinho-refrigerante da Martini que provei antes. O povo que rachou comigo aprovou.
Pra forrar a pança, o prato escolhido foi um Rizzo Quattro Formaggi acompanhado de uma Coteleta Millanesa. Muito bons, ambos.
Depois que terminamos de comer, começamos a bater papo. Foi aí que o preenchimento de bagos que foi toda a tarde mudou pra noite mais divertida de todas. Pude conhecer melhor a "Grande Família", gente do mais alto garbo e elegância que marcou esse pedacinho da minha existência da melhor forma possível.
Conversamos sobre os motivos que nos levaram até aqui, sobre trabalho (o Pai, Eduardo, é dono de uma academia!), sobre apresentadores de televisão sem semancol e por aí vai. Enquanto papeávamos, dois casais entraram no restaurante (que também é um bar) e um dos homens, que o pessoal da mesa acreditou ser um cigano, chegou na Ester e desatou a falar.
Aqui cabe um parêntese: os ciganos, geralmente romenos, são odiados aqui na Itália. São sinônimo de ladrões, charlatões e outros "ões" igualmente desagradáveis. Sei que, como toda generalização, muita gente boa acaba sofrendo com o racismo. Mas como sou novato aqui, tenho que ficar especialmente esperto. Ainda mais com um tipinho daquele, que praticamente ofereceu a mina dele pra um dos solteirões da mesa.
Algumas risadas mais tarde, trouxemos todoa pra conhecer Il Cenito, o hotel onde estamos. Como não podia deixar de ser, todos se apaixonaram pela beleza do local. Realmente, no aspecto físico e acomodações, é exatamente o que eu tinha em mente quando pensava em Europa.
Mais algumas risadas e o povo voltou pra casa, pra descansar e se preparar pra mais um dia de espera pelo Guarda. Como bom administrador que sou, tranquei tudo e vim pro quarto.
Agora vou dormir que amanhã cedo é dia cheio, mais uma vez. Mas agora eu vou preparado, pode esperar.
Té amanhã, então! "Datena", pereça!
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